Transformamos o empreendedorismo por necessidade em oportunidade

Unindo educação antes do crédito, tecnologia inclusiva e pesquisa aplicada.

Transformamos o empreendedorismo por necessidade em oportunidade — unindo educação antes do crédito, tecnologia inclusiva e pesquisa aplicada.

Somos uma organização sem fins lucrativos que provou ser possível escalar educação individualizada com qualidade e impacto, com resultados auditados por instituições como FGV, Sebrae e Governo do Estado de SP.

MISSÃO, VISÃO E VALORES

Nosso Posicionamento

Missão

Produzir conhecimento aplicado e desenvolver soluções educacionais e tecnológicas que fortaleçam micro e pequenos empreendedores — sobretudo os que atuam por necessidade.

Por meio de pesquisas baseadas em dados reais, reduzimos a assimetria de informações do mercado e subsidiamos empresas, governos e instituições na criação de políticas públicas, produtos e serviços que promovam dignidade, autonomia e sustentabilidade no empreendedorismo.

Visão

Consolidar-se como referência nacional em inovação social para microempreendedores, integrando pesquisa aplicada, educação empreendedora e tecnologia inclusiva.

Contribuímos para reduzir a mortalidade dos pequenos negócios, orientar políticas públicas e apoiar empresas e governos a transformar o empreendedorismo por necessidade em oportunidade.

Valores

Nosso Tripé de Atuação

Tudo o que fazemos parte desse tripé – unir conhecimento prático, soluções digitais e impacto mensurável para transformar vidas.

Nossa jornada

De um propósito pessoal nasceu um modelo que une prática, tecnologia e dados para fortalecer quem empreende na base da pirâmide.

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Metodologia

O que fazemos

Trilhas educacionais e programas

Stop & Go® + Método P + mentorias (individuais e em grupo). Do diagnóstico ao plano de negócios, com aprendizagem andragógica e prática.

Pesquisas e estudos setoriais

Produzimos dados inéditos sobre comportamento e saúde financeira da base da pirâmide, gerando insumo para políticas públicas, produtos e ESG.

Tecnologia inclusiva de apoio contínuo

Integramos soluções como o Separadin (app com IA, homologado pelo Sebrae) para manter o hábito de registro, separar pessoal x negócio e medir resultado.

Parcerias institucionais e projetos de impacto

Desenhamos e executamos programas com empresas, governos e fundações — com relatórios auditáveis e métricas de impacto.

Impacto comprovado

0 %

de aproveitamento no curso online

(avaliação FGV)

0 %

de adesão às mentorias

(FGV)

< 99 %

de inadimplência dos empreendedores

que tomaram crédito após programa do Instituto (Banco do Povo)

0 %

desistiram conscientemente do crédito

Após plano de Negócios (piloto com Banco do Povo)

Até 0 X

de crescimento de faturamento em 2 meses

(Donas de Si)

1 º

Score comportamental do Brasil

Desenvolvido para prever maturidade financeira real de microempreendedores (SEPARADIN)

0

transações registradas e R$ 43,2 mi controlados

(Relatório Separadin 2025).

0

Microempreendedores monitorados

Com padrões reais de registro, fluxo e decisão financeira.

Capacidade técnica e validações

Atuamos com capacidade técnica reconhecida e resultados auditados.

Possuímos atestados oficiais do G10 Favelas e do Governo do Estado de SP; nossa metodologia foi avaliada pela FGV e licenciada pela FDC; e nossas soluções tecnológicas são homologadas pelo Sebrae.

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Referência nacional em microempreendedorismo, educação antes do crédito e inovação social com tecnologia.

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Adesão, conclusão, evolução de faturamento, desistência responsável do crédito, uso de tecnologia.

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Comportamento financeiro real, hábitos de registro, lacunas de produto.

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Paula Esteves

Fundadora do Instituto Worklover

Paula Esteves é empreendedora social, professora convidada da Fundação Dom Cabral e autora do livro O Código do Empreendedor. Sua trajetória une prática em campo, pesquisa aplicada e experiência executiva em instituições como Itaú Personnalité, Kroll e FGV.

Em 2019, após enfrentar um grave problema de saúde, fez um compromisso pessoal de dedicar sua vida ao fortalecimento dos microempreendedores brasileiros. Durante a pandemia, iniciou mentorias gratuitas pelo Instagram, ouvindo centenas de histórias que revelaram padrões de erros recorrentes — foi desse movimento que nasceu o Método P, um guia prático de 12 passos para transformar ideias em negócios sustentáveis.

Na prática em comunidades como Paraisópolis, descobriu que a maior dor dos microempreendedores não era apenas a falta de crédito, mas a ausência de clareza sobre suas próprias finanças. Essa vivência inspirou a criação do Separadin, app homologado pelo Sebrae Nacional que ajuda a separar o que é do negócio e o que é pessoal, direto pelo WhatsApp.

Paula também é criadora da metodologia Stop & Go®, validada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e licenciada pela Fundação Dom Cabral, utilizada em programas de grande escala como o Empreenda SP, que prevê a formação de 10 mil empreendedores em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Ao longo de sua trajetória, já impactou diretamente mais de 9 mil microempreendedores, conectando educação prática, tecnologia inclusiva e dados aplicados para reduzir a mortalidade dos pequenos negócios no Brasil. Hoje, é reconhecida como uma das principais vozes nacionais em empreendedorismo de impacto, inovação social e inclusão produtiva.

1º Score Comportamental Brasileiro

Comportamento, Educação e Crédito:

1º Score Comportamental Brasileiro

Instituto Worklover – Centro de Pesquisa em Educação & Comportamento Financeiro - Relatório Julho à Outubro/2025 – Base SEPARADIN

O sistema financeiro tradicional ainda olha para o risco de crédito pelo retrovisor: histórico de atraso, negativação em birôs, relacionamento bancário e renda formal declarada. Esse modelo funciona razoavelmente bem para quem está no topo da pirâmide, mas falha justamente onde o Brasil mais empreende: na base, entre microempreendedores por necessidade.

Essa população vive uma realidade muito diferente:

  • renda variável,
  • mistura permanente entre dinheiro da casa e do negócio,
  • pouco ou nenhum histórico bancário “bonito”
    – mas, muitas vezes, negócios que dão lucro, embora o empreendedor não consiga enxergar isso.

O Instituto Worklover nasce para atacar esse ponto cego: sem hábito de registro, não há dado; sem dado, não há análise; sem análise, o crédito continua injusto.

O SEPARADIN é a ferramenta criada para isso: um assistente financeiro digital que ensina o microempreendedor a separar PF (vida pessoal) e PJ (negócio) de forma simples, registrando entradas e saídas em poucos cliques ou por áudio. A partir desses registros, o Instituto Worklover está construindo o primeiro Score Comportamental Brasileiro (Din Score), baseado em hábitos financeiros observáveis, e não apenas no passado bancário.

Essa população vive uma realidade muito diferente:

  • renda variável,
  • mistura permanente entre dinheiro da casa e do negócio,
  • pouco ou nenhum histórico bancário “bonito”
    – mas, muitas vezes, negócios que dão lucro, embora o empreendedor não consiga enxergar isso.

O Instituto Worklover nasce para atacar esse ponto cego: sem hábito de registro, não há dado; sem dado, não há análise; sem análise, o crédito continua injusto.

Este paper apresenta um recorte da base de usuários do SEPARADIN, com foco em frequência de uso, separação de contas e resultado médio por usuário, e discute como isso se traduz em um indicador de risco de crédito mais justo.

 

2. Metodologia

2.1. Fonte dos dados

Os dados analisados são provenientes diretamente da base de uso do SEPARADIN, consolidando:

  • Número de usuários com registros no período:430
  • Total de lançamentos registrados:652

Cada linha de dado representa um lançamento financeiro feito pelo usuário, com as seguintes informações mínimas:

  • Usuário (ID anônimo)
  • Data do lançamento
  • Valor (em reais, BRL)
  • Tipo: entrada ou saída
  • Categoria: Pessoal, Negócio ou Misturado

2.2. Tratamento dos dados

Para fins deste estudo:

  • Valores em reais foram padronizados no formato numérico interno (ponto para cálculo) e apresentados com vírgula, exemplo: 14490,27.
  • Foram consolidadas as médias por usuário para entradas, saídas e saldo, tanto na dimensão Negócio quanto Pessoal.
  • A categoria “Misturado” foi usada sempre que o próprio usuário ou o padrão de uso indicava que a mesma conta estava misturando despesas pessoais e negócio.

2.3. Medidas de comportamento

Além dos valores financeiros, foram calculadas medidas de comportamento de uso:

  • Frequência de lançamentos: intervalo médio entre um lançamento e outro.
  • Cadência de registro: proporção de dias em que houve pelo menos um lançamento em relação ao período total analisado.
  • Separação PF/PJ: proporção de lançamentos classificados como Pessoal, Negócio ou Misturado.

Um dado central desta análise é que 86,3% dos usuários lançam suas contas, na prática, a cada 2 dias – ou seja, a grande maioria mantém uma cadência de registro muito próxima do “registro em dia sim, dia não”.

2.4. Delimitações e limitações da análise

Esta análise baseia-se exclusivamente em dados auto-reportados pelos usuários do SEPARADIN, registrados espontaneamente durante o período de julho a outubro de 2025. A janela de observação de quatro meses representa um recorte consistente, mas ainda parcial do comportamento financeiro de longo prazo. A amostra analisada concentra majoritariamente microempreendedores individuais (MEIs), o que significa que os resultados refletem o padrão comportamental típico desse segmento. Embora robusta, a natureza declarativa dos dados implica que pequenas imprecisões podem existir, mas não comprometem a validade geral das conclusões.

 

 

3. Panorama Geral da Base SEPARADIN

3.1. Atividade e densidade de uso

  • Usuários com lançamentos no período:430
  • Lançamentos totais: 652
  • Volume total transacionado no período: R$ 43.247.490
  • Lançamentos médios por pessoa: 34

Na prática, isso significa que um usuário médio registrou mais de um lançamento a cada dois dias ao longo do período observado. Esse comportamento é altamente relevante para risco de crédito: quanto mais o empreendedor olha para o próprio dinheiro, menor a chance de perder o controle do caixa por “surpresa”.

 

3.1.1. Robustez da amostra


            A base composta por 1.430 usuários ativos e 48.652 registros financeiros oferece densidade amostral suficiente para inferências comportamentais confiáveis. Para estudos de microempreendedores, volumes acima de 20 a 30 mil observações já permitem identificar padrões consistentes; com quase 50 mil registros, a precisão estatística é elevada e fortalece todas as conclusões apresentadas neste relatório.

Por usuário

Negócio

Pessoal

Entradas

R$ 10.885

R$ 3.428

Saídas

R$ 9.441

R$ 5.989

Saldo

+ R$ 1.444

  – R$ 2.561

3.2. Entradas, saídas e saldo médio por pessoa

Considerando a média por usuário:

  • Entradas totais médias por pessoa: R$ 14.313
  • Saídas totais médias por pessoa: R$ 15.930
  • Saldo médio global: – R$ 1.116

Ao separar Pessoal e Negócio, o quadro fica mais claro:

Essa população vive uma realidade muito diferente:

  • renda variável,
  • mistura permanente entre dinheiro da casa e do negócio,
  • pouco ou nenhum histórico bancário “bonito”
    – mas, muitas vezes, negócios que dão lucro, embora o empreendedor não consiga enxergar isso.

O Instituto Worklover nasce para atacar esse ponto cego: sem hábito de registro, não há dado; sem dado, não há análise; sem análise, o crédito continua injusto.

Mesmo sem planilha na mão, a leitura é simples:

O negócio, em média, dá lucro.
 A vida pessoal, em média, gasta mais do que entra.
 Quando somamos os dois, o resultado global fica negativo.

Essa é a fotografia daquilo que o Instituto Worklover chama de “sangria cruzada”: o lucro do negócio é drenado pela desorganização da vida pessoal. Sem separar PF e PJ, o empreendedor sente que “trabalha muito e nunca sobra”, mesmo comandando um negócio saudável.

4. Separação PF/PJ e o fenômeno do “misturado”

O Mapa Mental do Dinheiro mostra que a maior parte dos registros e do valor financeiro circula pela categoria Negócio, enquanto o Misturado aparece como uma fatia residual. Esse padrão já sinaliza que o usuário do SEPARADIN começa a enxergar a empresa como um espaço separado da vida pessoal, preparando o terreno para análises mais profundas.

A classificação dos lançamentos confirma essa clareza:

  • Lançamentos de Pessoal:599 (40,27% do volume; 30,47% do valor total)
  • Lançamentos de Negócio:808 (57,19% do volume; 68,58% do valor total)
  • Lançamentos Misturados:236 (2,54% do volume; 0,95% do valor total)

4.1. Intensidade comportamental por categoria

Antes de olhar cada categoria isoladamente, é importante entender como o volume registrado se compara ao valor financeiro que de fato circula. No universo de baixa formalização, é comum existir defasagem entre comportamento declarativo (registrar) e comportamento real (transacionar). Mas no SEPARADIN, observamos um fenômeno positivo e raro: os dois caminham juntos.

Esse alinhamento revela três achados comportamentais:

1.     Registro consciente: o usuário não classifica de forma aleatória; ele usa categorias corretas e consistentes.

2.     Enquadramento mental claro: a distinção “dinheiro da casa” vs. “dinheiro do negócio” está presente desde os primeiros registros.

3.     Ruído reduzido: menor discrepância entre volume e valor significa menor chance de erros, distorções ou confusões.

Essa coerência é incomum na base da pirâmide e indica que o SEPARADIN atua como intervenção comportamental, não apenas tecnologia.

4.2. Coerência entre o que é registrado e o que é movimentado

A comparação direta entre registro e transações reforça essa maturidade.
 Quando volume e valor seguem o mesmo padrão, significa que o usuário:

●      sabe o que está registrando,

●      registra o que realmente importa na sua rotina financeira,

●      e mantém consistência entre comportamento e realidade financeira.

Na prática:

  • Não há “uso decorativo” do app.
  • O que o usuário diz que fez combina com o que realmente fez nos números.
  • Isso aumenta confiabilidade, previsibilidade e força analítica do dado.

4.3. O fator chave: o ticket médio conta uma história poderosa

Esse é o ponto mais importante — e o que faltava para fechar a análise.

Quando comparamos volume com valor, vemos que:

Pessoal tem volume alto (40%), mas valor menor (30%).

➡ ️ Isso significa que o ticket médio pessoal é baixo.
 São gastos fragmentados, pequenos, de consumo imediato — típicos da vida cotidiana.
 Eles mostram comportamento emocional, impulsivo e pouco estratégico.

Negócio tem volume de 57%, mas valor de quase 69%.

➡ ️ Ticket médio alto, consistente, financeiro, “pesado”.
 Isso revela foco, intenção e que o empreendedor registra especialmente aquilo que afeta o futuro do negócio.

Misturado é baixo em ambos (2,54% e 0,95%).

➡ ️ Excelente sinal comportamental: pouca confusão, poucas classificações erradas, menos risco.

O ticket médio, portanto, conta exatamente esta história:

Quanto maior o ticket médio concentrado em Negócio, e quanto menor a presença de Misturado, maior a maturidade financeira do usuário — e maior o poder preditivo do Din Score.

4.4. Conclusões comportamentais

A partir de todas as análises acima, podemos afirmar que:

✔ O microempreendedor demonstra intenção e uso profissional.
✔ PF é onde surgem gastos pequenos, fragmentados — baixo TKM.
✔ PJ concentra o dinheiro “grande”, estratégico e operacional.
✔ Misturado é baixo — sinal de clareza e maturidade.
✔ O comportamento real acompanha o comportamento declarativo.
✔ O dado é confiável, consistente e altamente utilizável para crédito.

E isso tudo explica por que o Din Score funciona:

Ele mede a evolução comportamental que antecede a estabilização financeira.

 

 

 

5. Frequência de Lançamento:

➔     86,3% dos usuários lançam a cada 2 dias

Este é o dado mais forte deste paper:

86,3% dos usuários do SEPARADIN registram suas finanças pelo menos a cada 2 dias.

Em termos práticos:

  • A grande maioria não usa o app de forma esporádica ou só “quando lembra”.
  • Existe um hábito consolidado de acompanhar o dinheiro com frequência.

Do ponto de vista de risco de crédito, isso muda o jogo:

  • Um usuário que olha para o caixa a cada 2 dias tende a perceber mais rápido quando está gastando demais, atrasando fornecedor ou deixando imposto para trás.
  • Para bancos e fintechs, essa frequência é um sinal direto de organização e consciência financeira, mesmo que a renda seja variável.

Se compararmos com um cenário típico da base da pirâmide, onde o empreendedor costuma “ver o dinheiro” apenas quando entra na conta e some na sequência, ter quase 9 em cada 10 usuários com cadência de 2 em 2 dias é um salto de maturidade.

Esse é o coração do Din Score:

Não basta saber se o cliente pagou ou não uma conta – é preciso saber se ele olha para o dinheiro com frequência suficiente para evitar o descontrole.

6. Leitura comportamental dos resultados

Juntando os pontos:

  1. Negócios lucrativos, vidas pessoais desequilibradas
  • O negócio gera, em média, um saldo positivo de R$ 1.444.
  • A vida pessoal gera, em média, um saldo negativo de – R$ 2.561
  • O problema não é falta de capacidade de gerar renda, e sim gestão do custo de vida alinhada a capacidade de geração de dinheiro.
  1. Separação PF/PJ avançando
  • A maior parte do volume e do valor dos lançamentos está em contas claramente separadas.
  • O “misturado” ainda existe, mas já é uma fatia pequena, o que indica que o uso do app está ajudando a organizar mentalmente as duas “caixinhas”.
  1. Frequência de contato com o dinheiro é alta (86,3%)
  • A cadência de 2 em 2 dias mostra que o empreendedor tem rotina de olhar para o caixa, algo que não é capturado por nenhum birô tradicional.
  • Esse comportamento é um forte preditor de estabilização financeira ao longo do tempo.

Síntese comportamental do achado

O alinhamento entre volume e valor por categoria não é apenas um dado estatístico — é uma evidência de que o microempreendedor está reconfigurando seu modelo mental sobre dinheiro. Ele passa a interpretar a empresa como uma entidade independente, entende a importância de registrar antes de decidir, e cria uma relação mais analítica com suas finanças. Essa mudança comportamental é, historicamente, um dos maiores preditores de queda na inadimplência, de aumento de resiliência financeira e de crescimento sustentável. É isso que torna o Din Score uma métrica tão poderosa: ele captura o comportamento que antecede o resultado.

 

 

7. Estrutura Conceitual do Din Score (versão comportamental)

Com base nesses achados, o Instituto Worklover estrutura o Din Score como um índice entre 0 e 100 pontos, que mede comportamento financeiro observável. De forma resumida, as dimensões principais são:

  1. Disciplina de registro
  • Frequência de lançamentos (ex.: a cada 1, 2, 3 ou mais dias)
  • Proporção de dias com registro em relação ao período
  • Usuários com cadência de 2 em 2 dias, como os 86,3% desta base, tendem a receber pontuação alta aqui.
  1. Separação PF/PJ
  • Percentual de lançamentos em Pessoal, Negócio e Misturado
  • Quanto menor o “misturado”, maior a nota de clareza financeira.
  1. Equilíbrio de fluxo de caixa
  • Relação entre entradas e saídas
  • Presença de saldo cronicamente negativo em Pessoal ou no total
  • Negócios com saldo recorrente positivo e vida pessoal ajustada sobem pontos.
  1. Uso consistente ao longo do tempo
  • Não basta usar o app intensamente em um mês e abandonar depois.
  • A consistência de meses seguidos com boa cadência de registro entra como fator de estabilidade.

No desenho conceitual, o Din Score pode ser lido em faixas:

  • 80 – 100 pontos: Perfil Premium – alta disciplina de registro, boa separação PF/PJ e fluxo financeiro equilibrado ou em ajuste.
  • 60 – 79 pontos: Perfil Padrão – comportamento organizado, mas ainda com pontos de atenção (ex.: saldo pessoal negativo, mas cadência alta).
  • Abaixo de 60 pontos: Perfil Condicionante – uso esporádico, muita mistura PF/PJ, ausência de hábito de registro.

A principal diferença em relação aos scores tradicionais é que o Din Score melhora à medida que o empreendedor melhora o comportamento, mesmo antes de qualquer histórico bancário formal.

8. Implicações para crédito e políticas públicas

Os dados desta base mostram:

  • Uma população empreendedora capaz de gerar lucro no negócio,
  • Com vida pessoal pressionada pelo custo de vida,
  • Mas que, quando apoiada por uma ferramenta presente no dia a dia do empreendedor (whatsapp), que elimina a barreira da dificuldade do registro da informação, simples como o SEPARADIN, passa a olhar para o dinheiro com alta frequência (86,3% a cada 2 dias) e a separar melhor PF de PJ.

Isso traz três implicações diretas:

  1. Crédito produtivo mais inteligente
  • Em vez de excluir o microempreendedor por falta de histórico bancário “limpo”, o mercado pode olhar para hábitos de registro, cadência e separação de contas como indicadores de responsabilidade financeira.
  1. Educação antes do crédito
  • O dado comportamental só existe porque houve um processo educativo prévio: o app ensina a separar, registrar e olhar o resultado.
  • Investir educação e em ferramentas que permitam a aplicabilidade da teoria à prática de forma mais aproximada ao cenário real do empreendedor, gera uma base de dados mais rica e reduz o risco para quem concede crédito.
  1. Métricas de impacto social mais robustas
  • Programas públicos e privados podem começar a medir impacto não apenas em “número de atendidos”, mas em maturidade financeira, redução dos gastos misturados , aumento da cadência de registro, etc.

9. Conclusão e convite

Os dados da base SEPARADIN mostram que:

  • O problema central não é a incapacidade de gerar renda, e sim a forma como o dinheiro é distribuído entre vida pessoal e negócio.
  • Quando o microempreendedor recebe uma ferramenta simples, pensada para sua realidade, ele cria hábito de registro – a ponto de 86,3% lançarem pelo menos a cada 2 dias.
  • Esse comportamento é um ativo valioso para o sistema financeiro, pois indica disciplina, atenção ao caixa e capacidade de ajustar rota.

O Instituto Worklover convida:

  • Bancos, fintechs e cooperativas a integrarem o Din Score como camada adicional em seus modelos de concessão de crédito produtivo;
  • Órgãos públicos e agências de fomento a apoiarem a ampliação da base do SEPARADIN como política de educação financeira comportamental – não como algo paralelo ao crédito, mas como infraestrutura para reduzir inadimplência;
  • Instituições de pesquisa e universidades a colaborarem na validação e aprofundamento das métricas, fortalecendo o Brasil como referência em Score Comportamental.
  • Hábito de registro + Educação = dados confiáveis.
  • Dados confiáveis = crédito mais justo.

 

Recomendação estratégica

Como próximo passo, recomendamos a realização de um piloto com uma instituição financeira parceira para validação longitudinal do Din Score. A aplicação do índice ao longo de vários meses permitirá medir sua capacidade preditiva de forma contínua, estimar redução potencial de inadimplência e calibrar o uso do score como critério de elegibilidade para crédito produtivo. Esse movimento consolida a transição do dado comportamental para política de crédito baseada em evidências.

10. Nota de integridade

  • Todos os dados numéricos apresentados neste paper referem-se a registros reais de uso do aplicativo SEPARADIN, no período analisado.
  • Neste documento, o foco está nos dados observados e em sua interpretação comportamental.

Projetos & Impacto

1º Score Comportamental Brasileiro

SEPARADIN

Empreenda SP

Coordenação técnica do Projeto da Fundação Dom Cabral com o Governo do Estado de São Paulo, na formação de 10.000 empreendedores com metodologia Worklover.

Qualifica Empreenda

Donas de Si

Instituto Worklover
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